Seria possível imaginar, há alguns anos, uma notícia vinculada por um cidadão abrir noticiários e fazer as primeiras páginas da imprensa nacional?Casos como este começam a surgir com alguma frequência nos media nacionais. As televisões, os jornais e as rádios apresentam, cada vez mais, espaços que proporcionam a intervenção do chamado "cidadão-jornalista".
Visto por muitos como um factor de democratização da informação, confere alguma polémica quanto ao papel do jornalista nos dias de hoje. Este novo "jornalista" é uma realidade só possível devido à crescente proximidade que os cidadãos têm com a actualidade. A esta aproximação junta-se ainda um maior acesso às ferramentas necessárias para fazer informação.
O vídeo que se segue é um dos exemplos claros desta realidade.
Longe vão os tempos em que o jornalismo funcionava à base da máquina a vapor de James Watt ou ao telégrafo de Morse. O jornalismo propriamente dito nasce em meados do séc. XV tendo assistido a um desenvolvimento gigantesco desde aí. Começou por ser visto como um espaço de opinião para se transformar, com o avanço dos tempos, num espaço de discussão política, social, cultural e ideológica. Hoje em dia, o cidadão deixou de se sujeitar à opinião dos que faziam a notícia, para ser ele próprio parte integrante da mesma.
No caso português, o destaque vai para o surgimento dos primeiros jornais no séc. XVIII,( "Gazeta de Lisboa"), das primeiras rádios nos inícios do séc. XX (Rádo Clube Português) e, posteriormente, da televisão em 1957 (RTP).
Habituado, desde sempre, a um regime mais ou menos ditatorial, Portugal não acompanhou a evolução europeia no que respeita à evolução do jornalismo. Ultrapassadas as bulas papais, as medidas régias, a ditadura do Estado Novo, só a partir de Abril de 1974, data da Revolução, se assistiu a um crescimento livre dos órgãos de informação nacionais.
Numa prespectiva mais recente assitiu-se, no nosso país, ao surgimento do jornalismo online. O final dos anos 90 marcou uma "revolução" neste campo da informação que culmina, nos dias de hoje, com a possibilidade do cidadão ser parte integrante do processo de comunicação.
Habituado, desde sempre, a um regime mais ou menos ditatorial, Portugal não acompanhou a evolução europeia no que respeita à evolução do jornalismo. Ultrapassadas as bulas papais, as medidas régias, a ditadura do Estado Novo, só a partir de Abril de 1974, data da Revolução, se assistiu a um crescimento livre dos órgãos de informação nacionais.
Numa prespectiva mais recente assitiu-se, no nosso país, ao surgimento do jornalismo online. O final dos anos 90 marcou uma "revolução" neste campo da informação que culmina, nos dias de hoje, com a possibilidade do cidadão ser parte integrante do processo de comunicação.