segunda-feira, 7 de julho de 2008

Será que o teatro é uma seca?




Admirado por uns, ignorado por outros, o teatro procura aproximar-se de um público cada vez mais variado. Prova disso é a nona edição do “Mimarte – Festival de Teatro de Braga” – que reúne os géneros contemporâneo e clássico, nacional e estrangeiro.
E a julgar pelas sobrelotadas plateias do Rossio da Sé, Arcada, Átrio do Museu D. Diogo de Sousa ou Theatro Circo, o propósito terá sido alcançado.
Este certame original e inovador, que comungou comapnhias amadoras e profissionais, trouxe até Braga o “Teatro Regional da Serra de Montemuro”, a “Companhia Teatro do Mar”, o “Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra”, o espanhol “Centro Dramático Galego”, entre outros.

Já a companhia bracarense PIFH – Produções Ilimitadas Fora D’ Horas – surpreendeu o público com a comédia “Que Seca!”, “resultado de uma tentativa de descoberta da essência da comédia”, como refere o seu encenador José Miguel Braga.





José Miguel Braga sobre "Que Seca!"



Com variados ecos positivos do público ao longo de toda a peça, o encenador considerou o espectáculo “muito gratificante, porque foi possível fazê-lo perante uma multidão com um público muito diferenciado – com crianças, com pessoas da Sé, com universitários, com professores, com jovens, com actores e numa cumplicidade muito intensa e muito forte.

O vídeo que se segue é uma prova disso mesmo.




O Mimarte afirma-se, assim, como uma ponte entre o teatro e os seus amantes bracarenses. José Miguel Braga considerou este evento como “um sucesso teatral”, dada a adesão do público, fruto de uma “programação razoavelmente cuidadosa” que propôs ao público “espectáculos diferenciados sob vários pontos de vista.





O Mimarte... Pelo olhar de José Miguel Braga


À saída dos espectáculos a opinião do público em relação a este evento acaba por revelar a satisfação dos mesmos perante esta iniciativa, como nos refere o gráfico seguinte.




Artigos relacionados:

Mimarte

Companhia de Teatro de Braga

TUM

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Jornalismo, uma evolução... Tecnológica

Seria possível imaginar, há alguns anos, uma notícia vinculada por um cidadão abrir noticiários e fazer as primeiras páginas da imprensa nacional?
No passado mês de Março, o fotógrafo freelancer Paulo Vaz Henriques publicou, no seu blogue pessoal, uma fotografia da mulher do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, na manifestação nacional de professores. Esta marcha de indignação apresentava-se contra as políticas adoptadas pelo governo socialista em relação ao ensino em Portugal e, sendo António Costa o número dois do Partido Socialista (PS), esta fotografia atingiu uma mediatização extraordinária, alcançando destaque nos variados órgãos de informação portugueses.
Casos como este começam a surgir com alguma frequência nos media nacionais. As televisões, os jornais e as rádios apresentam, cada vez mais, espaços que proporcionam a intervenção do chamado "cidadão-jornalista".
Visto por muitos como um factor de democratização da informação, confere alguma polémica quanto ao papel do jornalista nos dias de hoje. Este novo "jornalista" é uma realidade só possível devido à crescente proximidade que os cidadãos têm com a actualidade. A esta aproximação junta-se ainda um maior acesso às ferramentas necessárias para fazer informação.
O vídeo que se segue é um dos exemplos claros desta realidade.



Longe vão os tempos em que o jornalismo funcionava à base da máquina a vapor de James Watt ou ao telégrafo de Morse. O jornalismo propriamente dito nasce em meados do séc. XV tendo assistido a um desenvolvimento gigantesco desde aí. Começou por ser visto como um espaço de opinião para se transformar, com o avanço dos tempos, num espaço de discussão política, social, cultural e ideológica. Hoje em dia, o cidadão deixou de se sujeitar à opinião dos que faziam a notícia, para ser ele próprio parte integrante da mesma.



No caso português, o destaque vai para o surgimento dos primeiros jornais no séc. XVIII,( "Gazeta de Lisboa"), das primeiras rádios nos inícios do séc. XX (Rádo Clube Português) e, posteriormente, da televisão em 1957 (RTP).
Habituado, desde sempre, a um regime mais ou menos ditatorial, Portugal não acompanhou a evolução europeia no que respeita à evolução do jornalismo. Ultrapassadas as bulas papais, as medidas régias, a ditadura do Estado Novo, só a partir de Abril de 1974, data da Revolução, se assistiu a um crescimento livre dos órgãos de informação nacionais.
Numa prespectiva mais recente assitiu-se, no nosso país, ao surgimento do jornalismo online. O final dos anos 90 marcou uma "revolução" neste campo da informação que culmina, nos dias de hoje, com a possibilidade do cidadão ser parte integrante do processo de comunicação.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Portugal pelos "olhos" da blogosfera...


A Selecção Portuguesa está nos quartos-de-final do Euro08. Os jornais tornam-se cada vez mais desportivos, mesmo quando esse não é o seu conceito; as televisões trocam horas de emissão alternativa por partidas, resumos e debates desportivos; as rádios apostam na cobertura total antes e depois dos jogos. Vive-se o momento de apoio nacional e de reflexão sobre como actuar para chegar ao título.
A vitória frente à Rep. Checa deu início aos festejos dos portugueses. Os três pontos conquistados "carimbaram" o passaporte para os quartos-de-final da competição. Os golos de Deco, Cristiano Ronaldo e Quaresma entusiasmaram os portugueses. As televisões e rádios seguiram com intensidade esse momento, como é possível constatar no relato da Antena 1 disponível aqui.

Os vídeos com os momentos chaves do golo começaram, então, a aparecer nas mais variadas plataformas interactivas. Este, retirado do Sapo, é um dos exemplos:


Na blogosfera, o Euro 2008 é seguido com bastante atenção e são vários os blogues dedicados ao europeu e, mais especificamente, à Selecção nacional.

O blog amoteportugal alimenta-se quase somente de vídeos sobre a selecção portuguesa. Apresenta, através dos vídeos, as equipas com quem Portugal se irá defrontar e os estádios em que irá jogar. Na sua parte interactiva, o blog apresenta sondagens acerca do novo seleccionador português e das possibilidades de Portugal chegar à final e sagrar-se campeão. Os internautas são optimistas e quase 70% acreditam ser possível.


O fotógrafo do Record, Luís Vieira está a acompanhar a selecção e, paralelamente, mantém o blog kukas.tumblr.com, que apresenta como uma espécie de diário de bordo. Através de fotos e vídeos mostra o dia-a-dia dos jornalistas, tanto nos jogos como no backstage. Neste blog, é possível apercebermo-nos da realidade do europeu, para além do mediatismo.


O desportugal é um blog dedicado ao desporto, mas que durante esta época se dedica quase exclusivamente ao Euro 2008. Os sete bloguers que publicam fazem uma análise exaustiva de cada jornada, com vídeos, texto, fotos e tabelas de classificação. Faz uma crítica à prestação da equipa portuguesa no último jogo com a Suiça, onde, apesar de ser “a feijões”, saímos derrotados. A informação é bastante abrangente com links categorizados para outros para outros sites desportivos.


No futeboldeataque, é feita uma análise individual sobre cada jogador onde se faz algumas críticas ao guarda-redes Ricardo e onde se rasgam elogios aos atacantes da equipa portuguesa. Abordam também o tema da saída de Scolari para o Chelsea onde enumeram os seus feitos enquanto treinador da selecção portuguesa e brasileira.



Se alguma dúvida ficou sobre a análise que a blogosfera faz sobre a Selecção Portuguesa, pode ser que isto seja uma ajuda...